O ESTRESSE E A PROFISSÃO DOCENTE: UM ESTUDO DE CASO COM OS PROFESSORES (AS) DA CIDADE DE SANTA HELENA-PR.

Guilherme Aparecido de Carvalho

Resumo


Na cidade de Santa Helena, na região oeste do estado do Paraná, localiza-se o Colégio EHACB. Esse colégio é o maior da cidade, atua com alunos dos últimos anos do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e o Curso de Formação Docente e por essa razão foi escolhido para realizarmos o projeto “O Estresse e a profissão docente: como vai você professor/a?”. Trabalhos como os de Rebolo e Bueno (2014) demonstram e conceituam o mal estar docente aquilo que envolve o sofrimento, o burnout e a insatisfação que os professores experimentam em sua profissão, por diversos motivos. Contudo, o estresse atinge principalmente os profissionais que trabalham com pessoas diariamente, o que faz dos professores um dos principais representantes de tal síndrome. Assim, objetivamos refletir sobre conceitos de estresse e sua relação com a profissão docente, para buscar alternativas de melhoraria da qualidade de vida dos professores dessa escola. A Metodologia adotada partiu da pesquisa-ação, e utilizaram-se como instrumentos os testes validados e de domínio público, elaborados por Meleiro e Lipp (2002). O primeiro teste compõe-se de 10 questões objetivas e indaga sobre situações estressoras vividas na última semana, tendo como meta encontrar indícios de estresse na atuação docente. No segundo são 25 questões objetivas buscando indícios de burnout entre os pesquisados. O terceiro trata-se de um questionário semi-objetivo com 13 questões objetivas e uma aberta sobre os fatores externos e internos a atividade docente que mais causam tensão no cotidiano do(a) professor(a). Foram aplicados a 24 professores, que trabalham nos três turnos do colégio em questão, de um total de 41, maiores de 18 anos. Na sequência foram aplicadas dinâmicas de qualidade de vida buscando atingir o objetivo proposto. Posteriormente, os testes foram reaplicados para avaliar a efetividade das ações e a mudança nos hábitos dos envolvidos. Sob a análise de conteúdo (BARDIN, 1977) os dados foram analisados e a partir disso, obtivemos o seguinte resultado: Dois dos 19 professores podem apresentar burnout (Meleiro, 2002); e seis foram considerados com estresse elevado (Lipp, 2002); em relação aos fatores que afetam os professores o maior índice foi indisciplina com oito respostas. Concluímos que existe a necessidade de um plano global de prevenção sobre as síndromes estudadas, pela escola; prática de atividades para aliviar o estresse no ambiente de trabalho e pessoal, rotineiramente, dentre outros.


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Referências


REBOLO, Flavinês; BUENO Belmira Oliveira. O bem-estar docente: limites e possibilidades para a felicidade do professor no trabalho. Acta Scientiarum Education. Maringá, v. 36, n. 2, p. 323-331, July-Dec., 2014.

MELEIRO, A.M.A. da S. O stress do professor. In: LIPP, M.N.(Org.) O stress do professor. Campinas, São Paulo: Papirus, 2002.

LIPP, M.N. O stress do professor, Campinas, São Paulo: Papirus, 2002.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.

THIOLLENT, M. Pesquisa-ação nas organizações. São Paulo: Atlas, 1997.

ESTEVE, J.M. O mal estar docente: a sala de aula e a saúde dos professores. Bauru, São Paulo: EDUSC, 1999.

WITTER, Geraldina P. Prólogo. In: LIPP, M.N. O estresse do professor. Campinas, São Paulo: Papirus, 2002.

CODO, W. Educação: Carinho e trabalho. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.


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