A NÃO DUALIDADE ENTRE EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO FORMAL

BRUNO INACIO PIRES, PEDRO DONIZETE COLOMBO JUNIOR

Resumo


Resumo

A educação formal, escolar, invariavelmente necessita de incentivos para que se rompa com  os desafios do mundo contemporâneo, globalizado, interativo e tecnológico. A educação não formal, representada em uma das suas vertentes pelos museus, se apresenta como forte aliada quanto ao desenvolvimento de habilidades que de fato culminem numa perspectiva humanizada e interacionista, parceira da educação formal. Valores que nos constructos dos processos e ensino e aprendizagem tem sua importância na construção da identidade dos alunos, em um ensino de qualidade e que se pauta na pluralidade dos saberes. Oobjetivo maior, que permeia a presente pesquisa foi relacionar e investigar os laços entre as aprendizagens que emanam da relação entre ambientes de educação formal e não formal e o possível  dualismo existente entre elas. A pesquisa analisou  o trabalho desenvolvido por uma unidade escolar do município de Uberaba/MG, localizada na periferia da cidade, representando uma comunidade carente e desprovida em grande parte de capital cultural e econômico, seguindo denominação de referência na perspectiva de Bourdieu (1989). Tal unidade escolar projetou ações de pré e pós-visita (pautada em quatro momentos) a um espaço de educação não formal de modo que as ações desenvolvidas se aproximassem de uma visita didática, sendo incorporada ao contexto escolar e projetada no desenvolvimento de habilidades dos alunos. A visita foi registrada por fotografias e as ações pós-visita com os alunos demonstram que o educador envolvido e participativo nas ações pedagógicas pode se apropriar de espaços não formais para que os alunos se sintam motivados, pertencentes e valorizados, colaborando assim para o sucesso pedagógico de seus discentes.

Palavras-chave: Educação Formal. Educação Não Formal. Aprendizagem. Dualidade.


Texto completo:

PDF

Referências


AINSWORTH, H.; EATON, S. Formal, non formal and informallearning in thescience, Calgary: JacquelynClydesdale, 2010. 48 p. Disponível em:. Acessoem:02 jun. 2018.

BLOOM, B. The thought process of students in discussion. In: FRENCH, S. J. Accenton Teaching; experiments in general education. New York: Harper & Brothers. 1953.

BOURDIEU, P. O poder simbólico. Tradução Fernando Tomaz. Lisboa: Difel, 1989

COSTA, A. F.Museu de ciência: instrumentos científicos do passado para a educação em ciências hoje. Rio de Janeiro, 2009. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Escola de Educação, Rio de Janeiro, 2009.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.