CORPOREIDADE E EDUCAÇÃO INFANTIL: DESAFIOS DA ATUAÇÃO DOCENTE

CARLOS EDUARDO STANTE GOMES, WAGNER WEY MOREIRA

Resumo


Resumo

Desde os primeiros anos de vida o movimento está inserido na criança o qual ela se relaciona e comunica através de gestos e expressões, é nesta fase que de fato a criança se encontra no melhor momento para a aprendizagem e desenvolvimento, momento em que precisa receber orientações e estímulos adequados para sua formação integral. O movimento representa um universo ao qual através do brincar, ela cria e recria seu mundo e desenvolve principalmente os planos mental, corporal, afetivo e social. Para a criança se desenvolver integralmente, torna se necessário receber estímulos corporais adequados para então passar por um processo de aprendizagem construtivo. Mediante a diversidade de referências e debates que podemos mencionar sobre o corpo e o movimento e suas implicações no desenvolvimento, centralizaremos esse estudo com bases epistemológicas sobre o conceito de corporeidade e os desafios da atuação docente. O corpo não pode ser entendido como acessório na formação da criança, é preciso ser visto como um todo, norteador de todos os processos de desenvolvimento com uma reflexão filosófica do conhecimento do corpo dissociado a mente como um conjunto que se inter-relaciona. Corporeidade somos nós na íntima relação com o mundo, pois sem o outro é inconcebível (MOREIRA; SIMÕES, 2006, p.74-75). O Profissional Pedagogo (Professor) está inserido no campo educacional como formador integral da criança, sendo responsável pela estimulação e orientação em todos os aspectos da criança. Na educação infantil, a criança tem seu universo ampliado por meio das interações com os colegas e com o Professor, que até então se apresentava restrito apenas ao espaço familiar. O Professor tem papel fundamental de mediação nesse processo, pela forma como ele conduz sua ação docente favorece evoluções de caráter social, moral, cognitivo, motor, afetivo e cultural. Cabe nos aqui a seguinte reflexão: A criança tem um corpo ou ela é um corpo?


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Referências


Referências Bibliográficas

MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

MOREIRA, W. W. SIMÕES, R. Educação Física, corporeidade e motricidade: criação de hábitos para a educação e para a pesquisa. In: DE MARCO, Ademir (org.). Educação Física: cultura e sociedade. Campinas: Papirus, 2006.

NÓBREGA, T. P. da. Corporeidade e Educação Física do corpo-objeto ao corpo-sujeito. 2 ed. Natal, RN: EDUFRN editora da UFRN, 2005.

PROSCÊNCIO, P. A. Concepção de corporeidade de professores da educação infantil e sua ação docente. 2010. 149 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Mestrado em Educação, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR, 2010.


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