ALTERAÇÕES NO ÍNDICE DE MASSA CORPOREA DE HOMENS MORADORES DE UMA COMUNIDADE ASSISTENCIAL DE VOTUPORANGA-SP

Sthéfane Morales Ferreira, Mylena De Pietro Kerche Rodrigues, Karen Fernanda Silva Bortoleto Garcia

Resumo


Os homens, de forma geral, habituaram-se a evitar o contato com os espaços da saúde, sejam os consultórios médicos ou corredores das unidades de saúde pública, orgulhando-se da própria invulnerabilidade. Avessos à prevenção e ao alto cuidado relacionados à nutrição, atividades físicas, entre outras ações que visam à saúde, essa parcela da população fica mais propensa a desenvolver doenças crônicas como obesidade, aumento da pressão arterial e diabetes. A Obesidade é decorrente do acúmulo de gorduras, favorecendo o surgimento de complicações metabólicas, possuindo etiologia multifatorial dos tipos biológicos, econômicos, culturais, sociais, ecológicos, históricos e políticos. O modo de viver nos dias atuais, determina um padrão nutricional hipercalórico e muitas vezes deficiente de nutrientes essenciais que aliado ao sedentarismo não é favorável à saúde da população. Sendo assim, é um grande desafio para o sistema único de saúde, principalmente na população masculina que apresenta maior frequência de Índice de Massa Corpórea (IMC) alterado em relação à feminina. O método mais utilizado para avaliar se o peso de uma pessoa é excessivo é o IMC, por ser não invasivo, de baixo custo e de fácil acesso. O IMC é estimado pela relação entre o peso (kg) e a altura (m²), expresso por kg/m² e classifica o indivíduo com relação ao peso e ao risco de complicações de saúde. Possuindo como classificações: abaixo do peso (IMC menor que 18,5), adequado (entre 18,5 e 24,9), sobrepeso (entre 25 e 29,9), obesidade (maior ou igual a 30 - sendo subdividida em 3 graus de acordo com gravidade). O objetivo do trabalho foi obter conhecimento sobre a situação de saúde e risco para doenças crônicas não transmissíveis de 28 homens, entre 24 e 60 anos, moradores de uma comunidade assistencial de acolhimento para ex-moradores de rua, por meio da avaliação do IMC dos participantes. Além de compilação de dados em porcentagem para estipular um padrão e comparar com a literatura para posteriormente realizar ações de educação, prevenção e promoção em saúde acerca dos dados obtidos por meio de palestras orais para conhecerem os riscos da obesidade, destacando os temas de hipertensão arterial e diabetes.

Após avaliação dos resultados, constatou-se que 60,7% estavam com IMC alterados; sendo que 7,14% estavam abaixo do peso, 39,2% adequado, 35,7% sobrepeso e 17,85% com obesidade, sendo 10,7% grau I e 7,14% grau II, confirmando assim, os dados obtidos em literatura.

Palavras-chave: IMC. Homem. Prevenção.

 

REFERÊNCIAS:

 

BERTOLINI, Daniele Natália Pacharone. A saúde do homem: doenças crônicas não transmissíveis e vulnerabilidade social. 2015

 

Vigitel Brasil 2016: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília, 2017.

 

Brasil 2014. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica nº 38. Estratégia para o cuidado da pessoa com doença crônica: obesidade. Brasíla-DF. 2014.

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: princípios e diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas ¿ Brasília : Ministério da Saúde, 2009.


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