ASSOCIAÇÃO ENTRE O GANHO DE PESO INTERDIALÍTICO E MARCADORES NUTRICIONAIS EM PACIENTES EM HEMODIÁLISE

Renata Cristina Machado, Ellen Karolini De Azevedo Carvalho, Lidiane Silva Rodrigues Telini

Resumo


A doença renal crônica (DRC) é caracterizada pela fase terminal da doença renal, onde ocorre uma perda progressiva e irreversível da função renal total. Seu tratamento consiste em terapia renal substitutiva, como a hemodiálise (HD). A HD é um processo de filtração do sangue que remove o excesso de líquido e metabólitos na qual o rim não consegue cumprir sua função. Esse processo é capaz de retirar o excesso de liquido e metabólitos, mas não substituir as funções fisiológicas dos rins. A ingestão adequada de líquidos em paciente com DRC, é feita por meio do ganho de peso interdialítico (GPID). O principal fator envolvido no controle do ganho de peso em excesso é o sal, que está relacionado ao aumento da ingestão hídrica e ao incremento dos níveis da pressão arterial e do ganho de peso interdiálitico. O grande aumento do volume corporal é a mais importante causa de hipertensão (HAS) nos pacientes em HD e o seu controle vai garantir um menor aumento de líquidos, diminuindo a mortalidade e melhorando a qualidade de vida. Avaliar a relação do estado nutricional com ganho de peso interdiálitico em pacientes em hemodiálise. Espera-se identificar o GPID com o estado nutricional, para ajudar a reduzir o risco de desnutrição e promover melhor estado nutricional. Os pacientes foram avaliados através do questionário de avaliação subjetiva global (ASG), cálculo da estimativa de ingestão proteica (PNA), dados antropométricos de peso (kg), altura (m), para cálculo do IMC e parâmetros bioquímicos de albumina sérica e creatinina. Os resultados foram expressos como média ± desvio padrão ou mediana, de acordo com as características de normalidade de cada variável. Os dados foram avaliados através da correlação de Spearman. Foi considerado significante valor de p<0,05. Houve correlação entre o GPID médio com o PNA (p= 0,019), e uma relação direta entre o GPID relativo com o IMC (p= 0,033), porém o IMC, deve ser interpretado com cautela, visto que é um marcador que sofre influência do volume. O GPID ficou acima do recomendado ( >4,5% do peso). Com base nesse estudo observou-se que há correlação entre o GPIDm com o PNA, demonstrando que a os pacientes que tem um ganho maior também tinham uma maior ingestão alimentar.

Palavras-chave: Doença Renal Crônica. Ganho de Peso Interdiálitico.

 

REFERÊNCIAS:

 

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