CARACTERIZAÇÃO DE ARTIGOS SOBRE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA, NA BASE DE DADOS LILACS, NO PERÍODO DE 2016 A JULHO DE 2017

Kenia Denize Rodrigues Borges, Cintia Fernandes Bonfim, Rosangela Lemos de Breseghello, Maria Aparecida do Carmo Dias

Resumo


A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é doença de causa desconhecida ainda nos dias de hoje, apesar dos conhecimentos sobre vários de seus aspectos terem avançado desde a época de Charcot. Empregamos o termo ELA quando o paciente apresenta manifestações clínicas secundárias à lesão dos primeiro e segundo neurônios motores.  Possui diversas variantes clínicas conhecidas como forma clássica (56%), que se inicia nos membros superiores e, posteriormente, evolui para os inferiores e núcleos motores bulbares; forma bulbar (28%), na qual se manifesta como disfagia, disartria e atrofia com miofasciculações da língua constituindo as manifestações iniciais, seguindo-se o acometimento dos membros superiores e inferiores; e a forma dos membros inferiores (16%) que pode se apresentar como flácida ou pseudo-políneurítica e espástica. O objetivo foi levantar o número de artigos publicados, período de 2016 a julho de 2017 e caracterizar a categoria profissional e conclusões. Trata-se de uma pesquisa descritiva, retrospectiva e quantitativa. Os dados foram levantados da base de dados Lilacs e devem estar em idioma português. As publicações sobre esses agravo vem ocorrendo desde 1981, mas somente em 2016 que houve um aumento significativo, onde foram encontradas 13 artigos dos quais foram selecionados 10 por estarem traduzidos. Em 2017 até o momento foram publicados dois artigos sendo um traduzido, dando um total de 11 artigos, no período. Desses, três (27%) artigos foram escritos por médico, três (27%) por fisioterapeuta, três (27%) por equipe multiprofissional, um (9%) por fonoaudiólogo e um (9%) por nutricionista respectivamente. Dois artigos estudaram a questão da depressão e ansiedade, dois discutiram sobre o tratamento com toxina botulínica, dois falaram sobre a importância da fisioterapia, um abordou sobre recorrer à justiça para conseguir tratamento, um falou sobre disfagia, um abordou o tratamento com TDP43, um discutiu sobre a orientação nutricional e um estudou a ligação do neurônio motor com a célula Glia. Conclui se que é necessário estudos mais aprofundados sobre qualidade de vida dessa enfermidade, uma vez que se conhece muito pouco sobre tratamento, cura e prevenção.

Palavras-chave: Sistema Nervoso Central. Esclerose. Lateral amiotrófica.

 

REFERÊNCIAS:

 

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