LEVANTAMENTO DAS NECESSIDADES DE SAÚDE DE ADOLESCENTES QUE FREQUENTAM O CRAS-NORTE DE UMA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DE UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DE SÃO PAULO

Nayanne da Silva Braga, Isabela Carla Pilon Marcelino, João Vitor Dossi Soza, Valéria Da Cruz Oliveira de Castro

Resumo


A adolescência deve ser encarada como uma etapa fundamental do crescimento e desenvolvimento, no entanto vale ressaltar que a vulnerabilidade dos adolescentes vem aumentando nas últimas décadas e um aspecto importante diz respeito ao território em que este está inserido, sendo um elemento fundamental para se entender as diversas maneiras de viver e pensar, bem como promover mudanças. Um dos equipamentos sociais importantes nesse contexto é o Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), uma unidade pública municipal localizada em áreas de vulnerabilidade social, que visa organizar e fortalecer a rede de Proteção Social Básica. Para identificar as necessidades de saúde dos adolescentes de um determinado território é necessário conhecer a realidade, a dinâmica e os riscos em que estes sujeitos estão inseridos e também a forma como estão organizados os serviços e as rotinas da unidade de saúde de referência e dos equipamentos sociais. O presente estudo tem como objetivo levantar as necessidades de saúde de adolescentes que frequentam o CRAS-NORTE de uma área de abrangência de um município do interior de São Paulo. Foram realizadas visitas nesta instituição, durante as quais foram efetivadas dinâmicas para criação de vínculo com os adolescentes e conhecimento da percepção destes sobre o território que habitam, aplicando-se também um questionário para levantamento de dados sobre cultura, sexualidade, alimentação e profissão. O trabalho utilizou pesquisa quali-quantitativa, considerando também a forma exploratória e descritiva, sendo que os dados obtidos à partir do questionário aplicado foram apresentados em forma de gráficos e tabelas. Como resultado foi identificado um predomínio de meninas no grupo analisado, com faixa etária prevalente dos adolescentes entre 15 e 16 anos. Verificou-se que entre eles 46,77% das meninas já tinham iniciado a vida sexual em contrapartida a 6,66% dos meninos, sendo o anticoncepcional o método contraceptivo mais utilizado pelas meninas, resultados semelhantes foram encontrados em um estudo com adolescentes de escolas públicas brasileiras em 2012, no entanto, o método contraceptivo mais empregado foi a camisinha. Observou-se que a maioria faz entre 3 e 4 refeições diariamente, estando de acordo com a quantidade mínima recomendada pelo Ministério da Saúde. A respeito do futuro profissional constatou-se que 40% planejam fazer faculdade e trabalhar. Com relação aos aspectos culturais, observou-se que estão de acordo com as escolhas mais disseminadas pela mídia, responsável por influenciar grande parcela dos adolescentes do século XXI. A partir da análise dos dados, concluiu-se que as necessidades de saúde destes relacionam-se diretamente com as vulnerabilidades e a realidade do território onde estão inseridos, além do padrão socioeconômico.

Palavras-chave: Saúde do adolescente. Vulnerabilidade. Necessidades.

 

REFERÊNCIAS:

 

ALARCON, Sérgio et al. Território, Território existencial e Cartografia. p. 4 , 2013.

 

SAITO,Maria Ignês. Adolescência: Prevenção e risco. Atheneu Editora, 2007.

 

Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo.CRAS - Centro de Referência de Assistência Social. Disponível em: <http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/assistencia_social/cras/index.php?p=1906>. Acesso em:31 out.2016.

 

TRONCO, Cristina Benites; DELL'AGLIO, Débora Dalbosco. Caracterização do Comportamento Sexual de Adolescentes: Iniciação Sexual e Gênero. Revista Interinstitucional de Psicologia, Minas Gerias, v.5, n.2, p. 254-269, jul - dez, 2012.


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