PROJETO DE INTERVENÇÃO BASEADO EM DADOS COLETADOS EM CAMPANHA - MEDMAMA - OUTUBRO ROSA 2017

Vinicius Francisco Cardoso, Gabriela Pires de Araujo, Hevelyn Cristina Mendes, Cristina Rocha Matarucco

Resumo


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no último ano foi estimada uma incidência de 57960 novos casos de câncer de mama. Mais uma vez sendo a neoplasia mais frequente na mulher, excetuando-se o câncer de pele, melanoma. Em virtude de tamanha magnitude frente ao público, criou-se um mês marcado pela divulgação para a prevenção deste problema. O conhecido "Outubro Rosa". Sendo assim, a Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia de Votuporanga (LAGOV), com o objetivo de orientar as mulheres sobre a importância da realização do auto-exame e analisar os fatores de risco modificáveis relacionados ao desenvolvimento da neoplasia, usou como metodologia a busca ativa por mulheres na idade fértil e menopausadas que circulavam no centro do município de Votuporanga, orientando-as sobre forma correta de realização do autoexame com auxílio de modelos anatômicos e com filipetas informativas. Além das orientações, foi realizado um levantamento de dados através de um questionário previamente elaborado baseado no questionário de Gail (ferramenta desenvolvida pela Breast Cancer Risk Assessment Tools), e nos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer segundo o INCA. Este fora aplicado em mulheres de idade fértil e menopausadas, a fim de avaliar os fatores de riscos modificáveis e não modificáveis para assim, desenvolver um projeto de intervenção para diminuir os riscos/incidência do câncer de mama no município. Realizado a análise dos dados coletados, foi obtido como resultado o baixo índice de mulheres que amamentaram durante o puerpério. Cerca de 31% das mulheres que relataram já ter sido gestantes, também informaram que não amamentaram; valor duplamente alarmante, pois além de prejudicar no desenvolvimento da criança, tal atitude está intimamente relacionada à maior incidência de câncer de mama na mulher. É com esse dado alarmante que parte dos membros da LAGOV concluiu a necessidade de desenvolver um projeto de intervenção que sensibilize tal público alvo. O projeto estrutura-se a partir da melhor orientação dessas mulheres ainda na atenção primária, através de encontros mensais nos grupos de gestante e aleitamento materno nas unidades de saúde da família pertencentes ao município. Realizando atividades lúdico-educativas sobre a importância do aleitamento materno e os benefícios da mesma para mãe e para o lactente.

Palavras-chave: Medicina. Câncer De Mama. Amamentação.

 

REFERÊNCIAS:

 

CRUSOÉ, Nathalia Souza Del Rey. Avaliação da aplicabilidade no modelo de Gail como preditor de risco de câncer de mama em mulheres baianas. Núcleo de mama e Oncologia da Bahia. Salvador, 2015.

 

GRADIM, Clícia Vadim Côrtes. Aleitamento materno como proteção para o câncer de mama. Rev Rene, Fortaleza, 2011 abr/jun; 12(2):358-64.

 

Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estimativa 2016 [Internet]. [Acesso em 23/10/2017]. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama/cancer_mama

 

REYES, Vanessa Belo. Estimativa do risco de câncer de mama, segundo questionário de Gail, em uma população submetida à mamografia em Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2009.


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