RECÉM NASCIDO COM ENFOQUE NO CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO UMBILICAL: UMA CARACTERIZAÇÃO DE ARTIGOS

Bruna Gregio Domingues, Maria Aparecida do Carmo Dias

Resumo


Segundo pesquisas o atraso no clampeamento do cordão umbilical permite a passagem continuada do sangue da placenta para o bebê durante mais um a três minutos após o nascimento. Esse breve atraso é conhecido por aumentar as reservas de ferro do bebê em até 50% aos 6 meses de idade nos bebês nascidos a termo. No entanto, atualmente a cobertura dessa intervenção tem sido limitada devido à falta de informações sobre seus benefícios bem como em função de preocupações suscitadas a respeito da prática. O objetivo foi levantar o número de artigos referente ao clampeamento tardio do cordão umbilical na base de dados Lilacs e seus benefícios. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, quantitativa e retrospectiva. Foram levantados no mês de setembro de 2017, pelos acadêmicos da enfermagem. Optou se por artigos em português utilizando clampeamento do cordão umbilical. Foram encontrados quatro artigos de interesse, sendo dois de 2015, um de 2010 e um de 2008. Quanto a categoria profissional todos os artigos tiveram a participação do profissional médico e apenas um houve a colaboração do enfermeiro. No artigo I foi citado que o clampeamento tardio do cordão umbilical pelo menos um minuto após o nascimento em recém-nascidos resulta em uma quantidade significativa de sangue que passa da placenta para o bebê e que o peso do bebê aumenta em média 101 g. Como resultado, a hemoglobina 48 horas após o nascimento é mais alta e a deficiência de ferro durante a infância é menos frequente. No artigo II foi comentado sobre o Plano de Parto e Nascimento que é um documento escrito pactua com o profissional de Atenção Primária de Saúde e posteriormente com o profissional da atenção hospitalar. Deve combinar quais alternativas, dentro da boa prática, prefere durante seu parto, sob condições normais. O clampeamento tardio do cordão é um dos pontos que devem ser acordados antes da parturiente entrar em trabalho de parto. No artigo III diz que as crianças nascidas de mães não anêmicas submetidas ao clampeamento tardio do cordão umbilical apresentaram ganho de hemoglobina aos três meses de idade, em torno de quatro (4%). Como conclusão desta pesquisa foi observado que existem inúmeros fatores positivos ao se optar por esta estratégia, muito embora, existem poucos estudos referentes a esta temática. No artigo IV o efeito do clampeamento tardio do cordão umbilical foi significativo somente para os níveis de ferritina das crianças aos três meses de idade (p = 0,040), sendo superior em 23,29ng/mL quando comparado às crianças submetidas ao clampeamento imediato. O procedimento pode se constituir em uma estratégia para prevenir a deficiência de ferro em lactentes. Conclui se com esse trabalho a necessidade de investir mais na pesquisa sobre este tema uma vez que traz inúmeros benefícios que ainda podem ser descobertos. Observou se pouca participação do profissional enfermeiro uma vez que este dedica grande parte do seu tempo no cuidado com o binômio.

Palavras-chave: Recém-nascido. Cordão umbilical. Clampeamento tardio

 

REFERÊNCIAS:

 

CORTEZ, María Suárez; BARRANCO, David Armero; JORDANA, Manuel Canteras; ROCHE, María Emilia Martínez. Uso e influência dos Planos de Parto e Nascimento no processo de parto humanizado. Rev. Latino-Am. Enfermagem, 2015. Disponível: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010411692015000300520&lng=en&nrm=iso&tlng=pt. Acesso: 25 de setembro de 2017.

 

FRELICK, Marcia. Diretrizes atualizadas sobre clampeamento tardio do cordão umbilical, 2017. Disponível: https://portugues.medscape.com/verartigo/6500813. Acesso 25 de setembro de 2017.

 

MONDINI, Lenise; LEVY, Renata Bertazzi; SOUZA, José Maria Pacheco de; ALVES, Maria Cecília Goi Porto; SALDIVA, Silvia Regina Dias Médici; TANAKA, Luana Fiengo; VENANCIO, Sonia Isoyama. Efeito do clampeamento tardio do cordão umbilical nos níveis de hemoglobina em crianças nascidas de mães anêmicas e não anêmicas Rev. bras. crescimento desenvolv. 2010. Disponível: http://pesquisa.bvsalud.org/portal

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