RELATO DE EXPERIÊNCIA: ADOLESCÊNCIA E O USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS

Maria Laura de Biasi Alves, Diogo Bueno Mendanha, Isadora Aielo Huffenbaecher, Karina Cristina Menezes, Sheila Adami Vayego

Resumo


O período da adolescência é marcado por descobertas e instabilidades emocionais. Essa fase é caracterizada por mudanças, na qual o adolescente passa a tomar decisões na esfera biopsicossocial. Os adolescentes vivem uma busca constante para encontrar sua verdadeira personalidade manifestando comportamentos de risco em alguns momentos, pelo uso de substâncias lícitas e ilícitas, negligenciando os seus cuidados de saúde. Deste modo, compreende que essa etapa da vida seja marcada pela vulnerabilidade que é facilmente influenciada pelo meio em que vivem. O presente trabalho teve como objetivo relatar, pelos estudantes de medicina, a experiência de identificação das necessidades de saúde de uma amostra de conveniência composta por 34 adolescentes, na faixa etária de 13 a 15 anos, sendo 21 meninos e 13 meninas do 9º ano de uma escola estadual de ensino fundamental e médio de Votuporanga, por meio da escuta qualificada que permitisse a compreensão do jovem de uma maneira inclusiva, a partir da temática ¿Drogas¿, em dois encontros. No primeiro encontro foi aplicada dinâmica de forma integradora e no segundo encontro foi realizada dinâmica com exposição dialogada. Essas atividades tiveram como foco a prevenção primária, que no seu sentido mais amplo deve atingir o adolescente integrado à família e à sociedade, trabalhando o individual e o coletivo na perspectiva de promoção de saúde ao desenvolver, nos adolescentes, habilidades de resistência, pessoais e sociais. Essas atividades permitiram identificar os prováveis fatores responsáveis pelo precoce consumo de substâncias lícitas e ilícitas, os quais se enquadram em três grupos: normalização das drogas em seu ambiente, influência social e a busca por identidade. Percebeu-se que os adolescentes desconheciam os efeitos nocivos das drogas causados no organismo, tais como o comprometimento cognitivo, fisiológico, psicológico e atraso no desenvolvimento, principalmente se o início do uso e consumo da droga for precoce. Foi identificada a presença de drogas no cotidiano desses adolescentes nos seus diversos ambientes, sendo a mais frequente o álcool, o qual não era reconhecido pela juventude como uma substância psicoativa. Sendo assim, foi possível refletir que a realidade socioeconômica, juntamente com a vulnerabilidade própria da adolescência, pode influenciar os jovens a manifestarem comportamentos de risco associados ao uso de drogas, devido à fragilidade de responder criticamente às situações impostas pela vida. Desta forma, foi possível evidenciar a importância da interação ensino-serviço-comunidade, proporcionando, aos acadêmicos de medicina, um contato direto com os problemas da população e instrumentalizando-os para intervir de forma eficaz, com ações coletivas por meio de uma educação preventiva em saúde pública.

Palavras-chave: Drogas. Adolescente. Vulnerabilidade.

 

REFERÊNCIAS:

 

TAVARESA, Beatriz; BÉRIAB, Jorge; LIMA, Maurício. Fatores associados ao uso de drogas entre adolescentes escolares. Rev. Saúde Pública. Disponível em: www.fsp.usp.br/rsp. Acesso em 16 de outubro de 2017.

 

SCHENKER, Miriam; MINAYO, Maria. Fatores de risco e de proteção para o uso de drogas na adolescência. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v10n3/a27v10n3.pdf. Acesso em 16 de outubro de 2017.

 

SIERRA, Vânia; Mesquita, Wania. Vulnerabilidades e Fatores de Risco na Vida de Crianças e Adolescentes. Rev. São Paulo em perspectiva. Disponível em: http://produtos.seade.gov.br. Acesso em 16 de outubro de 2017.


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