TUMOR CARCINOIDE EM ÍLEO DISTAL COM SÍNDROME CARCINOIDE CLÁSSICA - RELATO DE CASO

Eliane Berton, Cecilia Leite Martins, Mariana Ranussi Felippe, Renata Akemi Takamitsu Monteiro da Silva, Herlon Escorsi Valerio

Resumo


Originados a partir de órgãos neuroendócrinos e epitélios gastrointestinais neuroendócrinos, os tumores carcinoides estão localizados na maioria das vezes no trato gastrointestinal (TGI), sendo que aproximadamente 40% são achados no intestino delgado onde desenvolvem-se a partir das células endócrino epiteliais, mais comumente em íleo distal. Caracterizados pela produção, armazenamento e secreção de diversos tipos de neuropeptídios, como corticotropina, histamina, dopamina, substância P, neurotensina, prostaglandina, calicreína e principalmente serotonina, sendo que essa última ao atingir a circulação sistêmica pode causar manifestações clínicas, no trato respiratório, no sistema cardiovascular, na pele e no trato gastrointestinal, levando a Síndrome Carcinoide Clássica. Trazemos nesse relato análise retrospectiva de prontuário de paciente atendido em consultório particular em uma cidade no interior do estado de São Paulo, com o objetivo de conhecermos as manifestações clinicas clássicas da Síndrome Carcinoide e como podemos realizar o diagnóstico precoce dessa neoplasia.  A análise do prontuário foi realizada por grupo de discentes do curso de medicina com três integrantes do 6º período e um integrante do 4º período sob a orientação de docente do mesmo curso, para isso coletamos dados das anamneses presentes no prontuário de paciente atendido durante aula da disciplina de Treinamento de Habilidades e Atitudes Médicas (THAM), além de levantamento de resultados de exames complementares realizados pelo paciente e que corroboraram para o diagnóstico da patologia. Concluímos que o diagnóstico precoce do tumor carcinoide é dificultado pela demora do crescimento tumoral e pode ter o auxílio de exames complementares como os de imagem, sendo que a cintilografia, com uso de marcador radioativo, é um exame com ótima acurácia (80%) além de ser um excelente preditor da presença de focos secundários. Clinicamente em fases iniciais essa neoplasia tende a ser assintomática, e quando apresenta as manifestações características da síndrome carcinoide clássica, como, rubor nas regiões de face, pescoço e tronco superior (flushing), diarreia, broncoespasmo e eventualmente, comprometimento cardíaco, já encontra-se em estágio avançado e na maioria das vezes com presença de metástase hepática, o que piora o prognóstico dos pacientes, levando à uma sobrevida de apenas 20% a 30% em cinco anos.

Palavras-chave: Tumor carcinoide. Neoplasia neuroendócrina. Síndrome carcinoide.

 

REFERÊNCIAS:

 

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KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; ASTER, J. C. Robbins Patologia Básica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.


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