A REUTILIZAÇÃO DAS ÁGUAS DE REJEITO DA INDÚSTRIA TÊXTIL NAS EMULSÕES ASFÁLTICAS

Evandro Carlos SIVIERI, Elisângela Cristina Marim Piva, Leandro Rodrigues Cabral Conde, Edson Geraldo Casarotti

Resumo


A água de rejeito da indústria têxtil tem um dos mais altos índices de contaminação dos efluentes em comparação com outras indústrias que também utilizam água em seus processos químicos. E mesmo tendo altos gastos com a limpeza dessa água, através de estações de tratamento, este ramo industrial tem ainda contaminado o meio ambiente. Esse projeto de iniciação científica tem como objetivo buscar uma melhor finalidade para a água de rejeito da indústria têxtil, incentivando o uso desta nas emulsões asfálticas, evitando que essa água com alto índice de poluição contamine o meio ambiente. O desenvolvimento deste projeto foi baseado em um estudo, envolvendo levantamento de dados por meio de testes e ensaios em laboratórios, comparando o resultado obtido da emulsão asfáltica produzida com a água de rejeito da indústria têxtil com a emulsão asfáltica padrão e verificando quais resultados foram obtidos. Na fabricação da emulsão asfáltica, a utilização dos materiais no processo aconteceu em estado de ebulição para aglutinação de todos os itens, como: Cimento Asfáltico de Petróleo, Água contaminada da indústria têxtil, Etanol, Ácido Sulfúrico. Foi observado que o contato do ácido, da água contaminada e do etanol com o Cimento Asfáltico de Petróleo provocou uma emulsificação rápida, dobrando seu volume original e também tendo sua viscosidade aumentada, produzindo resultados semelhantes com a emulsão asfáltica padrão. Com esse resultado foi concluído que a água contaminada da indústria têxtil pode ser reaproveitada na emulsão asfáltica, contribuindo para que essa água com alto índice de poluição não contamine mais o meio ambiente.

Palavras- chave: Água. Reutilização. Emulsão asfáltica.

 

REFERÊNCIAS:

 

ABEDA. Manual básico de emulsões asfálticas - soluções para Pavimentar sua Cidade, Rio de Janeiro, 2001, p. 136. Disponível em: < http://www.abeda.org.br >. Acesso em: 24 de junho de 2016.

 

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