IMPRESSORA BRAILLE DE BAIXO CUSTO

Raywall Malheiros de Souza, Patricia Salles Maturana de Souza

Resumo


De acordo com o último censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem aproximadamente 6,5 milhões de pessoas portadores de deficiência visual no Brasil, com base nestes dados é possível questionar por que o fato de uma pessoa ser portadora de deficiência visual a torna um cidadão diferente ou com menos direitos do que os demais. Este questionamento não parece tão absurdo ou irrealista quando é feita uma rápida análise e é constatada a ausência de projetos de acessibilidade com foco neste público. A falta de informação em rótulos de produtos, espaços de convívio, universidades, bibliotecas e até documentos dificultam a vida destas pessoas e as tornam de certa forma excluídas da sociedade.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBEN) de número 9.394/96, no seu Art. 4°, §3°, se refere ao atendimento educacional especializado a educandos com deficiência, determinando que estes alunos sejam incluídos em sala de aula e ainda afirmando que o atendimento educacional da rede regular de ensino é dever do Estado. Mas, a realidade é que as instituições de ensino, sejam elas públicas ou privadas, ainda não estão preparadas para lidar com este público específico e a maioria não leva em consideração as suas necessidades. Em 05 de janeiro de 2015, após o dia mundial do Braille, o governo federal publicou um artigo enfatizando a importância do Braille no aumento da inclusão dos portadores de deficiência visual na sociedade. Entretanto, um dos grandes obstáculos da utilização do Braille e a adequação das instituições de ensino é o alto custo da tecnologia necessária para lidar com portadores de deficiência visual, a exemplo das impressoras Braille que chegam a custar aproximadamente R$ 18.000,00 (dezoito mil reais), tornando quase que impossível a criação, impressão e divulgação de conteúdo que seja acessível a estes cidadãos, afetando diretamente a educação, o desenvolvimento intelectual e a inclusão destas pessoas na sociedade. Diante deste cenário o trabalho propõe projetar, desenvolver e construir uma impressora Braille de baixo custo, utilizando componentes fáceis de serem adquiridos e manuseados, capaz não somente de reproduzir texto, como também esboço de imagens e partituras de música utilizando a técnica de musicografia Braille. Este projeto tem como proposta fundamental tornar acessível esta tecnologia, de forma detalhada e gratuita via internet, incentivando assim a produção e divulgação de conteúdo em Braille e criando novas possibilidades para os portadores de deficiência visual, educadores e também as instituições que lidam com este público, não somente no Brasil, mas em qualquer parte do mundo.

Palavras-chave: Impressora. Braille. Baixo custo. Acessibilidade. Educação.

 

REFERÊNCIAS:

 

IBGE, Censo Demográfico - 2010. População residente por tipo de deficiência, segundo as grandes regiões e as unidades da federação. Disponível em www.ibge.gov.br, acesso em 20 de julho de 2016.

 

ONU. Programa de ação mundial para as pessoas deficientes - 1982. Disponível em: www.portalinclusivo.ce.gov.br/phocadownload/publicacoesdeficiente/programadeacaomundialparaaspcd-onu.pdf, acesso em 06 de julho de 2017.

 

Governo Federal. Braille aumenta inclusão de cegos na sociedade ¿ 2016. Disponível em www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/01/braile-aumenta-inclusao-de-cegos-na-sociedade, acesso em 27 de julho de 2016.

 

MEC, Ministério de educação e cultura. Grafia Braille para a língua portuguesa. Disponível em: portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/grafiaport.pdf, acesso em 06 de julho de 2017.


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