A PSICOGEOGRAFIA DO SOM

Bianca Marques do Carmo, Maria Julia Barbieri Eichemberg

Resumo


Este artigo propõe analisar as possibilidades de tradução do conceito da deriva para o espaço arquitetônico, por meio da experiência do desvio do indivíduo do habitual dentro do próprio cotidiano, sendo assim capaz desfilar um olhar mais atento sobre a paisagem e perceber as múltiplas possibilidades que a mesma oferece. Por meio da deriva pode se perceber a importância que o olhar apreensivo exerce sobre a paisagem, e que mesmo no trânsito do cotidiano pode nos desafiar a derivar pelos espaços dentro do tempo que nos resta, com intenção de olhar além da imagem e entender que a paisagem pode ser a mesma, mas que em cada deriva a percepção do mesmo espaço pode ser múltipla e variável, como a arquitetura da paisagem dentro do processo da deriva. Para além de uma percepção rasa, para estudos, foi necessário partir dos caminhos do cotidiano, decompondo todo o percurso por meio do som, para atingir o processo da completa deriva e projetar devires para novas derivas. Por esse ângulo, parte-se da hipótese de que a paisagem torna-se comunicante quando há a deriva, mesmo sendo elemento do cotidiano, ou seja, quando o indivíduo se propõe a experimentar o ambiente em que vive o mesmo que cria novas ambiências e a partir daí novas possibilidades. A fundamentação teórica se sustenta na teoria da Deriva de Guy Debord e Paisagem de Nelson Brissac.

Palavras-chave: Percurso. Paisagem. Deriva.

 

REFERÊNCIAS:

 

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Vitruvius, Entrevista ¿ Michael Wesely. Disponível em: <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/07.025/3308?page=1> Acesso em 15 de abril de 2017.


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