ALGUÉM BATE À PORTA: A MUNDIALIZAÇÃO DAS MIGRAÇÕES

Suete Iglesias de Oliveira, Maysa Batista Moreira, Paulo Eduardo de Mattos Stipp

Resumo


O fenômeno da globalização gerou um aprofundamento na internacionalização das relações humanas em escala planetária. O mundo parece ter encolhido e se integrado. Houve uma redução nos custos dos meios de transportes e uma revolução no potencial de comunicação entre os países. Na virada dos séculos XX para o XXI intensificou-se a integração econômica, social, política e cultural. Globalizaram-se mercados, capitais, pessoas e conhecimento, mas esse intercâmbio mundial trouxe, também, novas instabilidades, violências e medos. O século XXI está marcado pela mundialização das migrações. Praticamente toda região do planeta se transformou em área de partida, de acolhimento ou de trânsito de grandes populações migrantes. Panta rei! Tudo flui, tudo se move. Migrantes, pedidos de asilo, refugiados, desabrigados, apátridas, ilegais. A discussão sobre o Mar Mediterrâneo como porta de entrada à Europa se dá objetivando compreender os diferentes fluxos e sentidos das migrações atuais, bem como a recepção desses migrantes em solo europeu, das mazelas da travessia ao acolhimento (ou não) em novas terras. Essa pesquisa parte de um breve resgate histórico sobre os movimentos migratórios mundiais como forma a salientar que não estamos vivendo um período excepcional e, compreender os sobressaltos e incômodos gerados nas políticas internacionais. Faz parte da natureza humana a mobilidade em busca de melhores condições de vida. Buscamos ainda, verificar em que medida a entrada de migrantes amplifica a crise econômica na Europa, identificar como o Brasil se posiciona frente a essa dinâmica, o que muda com a Lei de Migrações no Brasil (Lei 2.516/15) e apresentar as quantas anda a cordialidade e a hospitalidade brasileira nesse início de milênio. O trabalho será desenvolvido a partir de pesquisas estatísticas, históricas e comparativas, correlacionando o tema a diversas situações ocorridas em todo o mundo. O mundo globalizado, e em crise, gerou um recrudescimento das políticas de migração e dos pedidos de asilo. O crescimento dos partidos de direita em todo o mundo tem acirrado a polarização entre o discurso xenofóbico e a ajuda humanitária. Expulsos de suas casas, de suas terras, de seus países por questões de guerras, perseguições ou mesmo crise econômica, esses migrantes se arriscam em perigosas travessias nas mãos de coiotes, mercenários que o exploram em suas últimas esperanças e recursos. O risco de morte não é apenas uma possibilidade remota, mas uma realidade. Quando, enfim, conseguem atingir as fronteiras da União Europeia, são maltratados e expulsos ilegalmente, sem acesso a procedimentos de pedido de asilo ou de qualquer outra forma de legalização.

Palavras-chave: Migrantes. Mundialização. Refugiados.

 

REFERÊNCIAS:

 

GALINDO, George Rodrigo Bandeira. Migrações, deslocamentos e direitos humanos. 1. ed. ¿ Brasília: IBDC; Grupo de Pesquisa C&DI, 2015;

 

GEDIEL, José Antônio Peres & GODOY, Gabriel Gualano (org.) Refúgio e hospitalidade. Curitiba: Kairós Edições, 2016;

 

ILLES, Paulo. Brasil: la nueva ley de migración en una coyuntura política adversa  https://ladiaria.com.uy/articulo/2017/1/brasil-la-nueva-ley-de-migracion-en-una-coyuntura-politica-adversa/;

 

RIBEIRO, Talita. Refugiados no Oriente Médio.  Editora Enkla.


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