UM ESTUDO SOBRE QUALIDADE VIDA, RESILIÊNCIA E ESTRESSE DOS TRABALHADORES DO NOROESTE PAULISTA

Ana Paula Bissi Godoy, Anna Laura Queiroz de Lima Fernandes, Adriana Silva de Oliveira Botelho

Resumo


O mundo do trabalho, vem sofrendo transformações contínuas no processo de produção e na organização do trabalho devido à globalização e desenvolvimento tecnológico e científico. O que exige que o trabalhador se adapte cada vez mais rápido às novas condições. Esse estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida, o comportamento resiliente e o estresse ocupacional dos trabalhadores do Noroeste Paulista. Participaram da pesquisa 100 estudantes universitários, empregados há no mínimo seis meses em uma mesma empresa. Utilizou-se a Escala de Estresse no Trabalho ¿ EET, Escala de Resiliência para Adultos ¿RSA e o Questionário de Qualidade de Vida Profissional ¿ QVP 35. Os dados foram analisados de forma quantitativa na qual foi constatado que a maioria dos trabalhadores pesquisados apresentam resiliência elevada com média geral de 5,2, ou seja, o individuo é capaz de se adaptar as diferentes situações que surgem nas organizações sem comprometer o desempenho. Enquanto que a média geral de estresse no trabalho foi de 2,3, índice este que apresenta fator de estresse , mas não em nível de significância, e este índice considerado médio-baixo pode estar relacionado ao baixo apoio organizacional e alta carga de trabalho enfrentada por estes colaboradores. E a percepção de qualidade de vida profissional obteve a média de 6,8 sendo percebida como muita pelos colaboradores. Portanto, é possível afirmar diante dos dados obtidos que um alto índice de resiliência e baixo de estresse contribuem para uma melhor qualidade de vida. E por meio deste estudo é possível pensar em estratégias de desenvolvimento do comportamento resiliente que contribuem para a diminuição da percepção de estresse e que enfatizem a preservação, a promoção e a reabilitação da qualidade de vida e do bem-estar no trabalho.

Palavra-chave: Estresse. Resiliencia. Qualidade de Vida.

 

 

 

REFERÊNCIAS:

 

BARLACH, L.; LIMONGE-FRANÇA, A. C.; MALVEZZI, S. O conceito de resiliência aplicado ao trabalho. Revista Interamericana de Psicologia, 42, 1, 2008. p. 101-112.

 

BENKE, M. R. P.; CARVALHO, E. Estresse X Qualidade de Vida nas Organizações: Um Estudo Teórico. Diferencialmg. Disponível em: <http://www.diferencialmg.com.br/site/images/artigos/Estresse%20e%20sade%20do%20trabalhdor.pdf>. Acesso em: 14/04/2016

 

BORGES, L. O.; YAMAMOTO, O. H. Mundo do Trabalho: Construção Histórica e Desafios Contemporâneos. In: ZANELLI, J. C.; BASTOS, A. V. B.; ANDRADE, J. E.B. Psicologia, Organizações e Trabalho no Brasil. São Paulo: Artmed, 2014, p.25-72.

 

CABEZAS PEÑA, C. Síndrome de desgaste profesional, estrés laboral y calidad de vida profesional. UnitatAssistencional, ICS-DAP L¿Hospitalet de Liobregat. Barcelona. v. 5, n. 8, p. 491, 1998.

 

CAMARGO, V. C. V.; CALAIS, S. L.; SARTLORI, M.M. P. Estresse, depressão e percepção desuporte familiar em estudantesde educação profissionalizante. Estudos de Psicologia ¿ Campinas, vol.32, n.4, 2015. p.595-604.

 

CARVALHO; V. D. et al. O. Resiliência e Socialização Organizacional entre Servidores Públicos Brasileiros e Noruegueses, Curitiba, Anpad- RAC,v. 15, n. 5, p. 815-833, Set./Out. 2011.

 

GUIMARÃES, L. A. et al. Hardiness (Personalidade Resistente) e Trabalho. In: GUIMARÃES, L. A. M.; GRUBITS, S. Série Saúde Mental e Trabalho. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2008, p.42-56.

 

TEODORO, M. D. A. Estresse no Trabalho. Com. CiênciasSaúde, Brasília, 23(3), 205-206, 2012.


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga