CIDADE CONCEITUAL COMO FORMA MECÂNICA

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Gabriela Ribeiro BARONI

Resumo

O presente texto tem por objetivo abordar o tema “cidade” em sua natureza perceptiva, visando à concepção de um organismo, onde a cidade mecânica resgata o espaço da cidade conceitual, buscando instigar o usuário a perceber a cidade em sua evolução. Consumado tal objetivo iremos discutir a cidade em seus sentidos possíveis tencionando a interpretação conceitual, propondo-nos a uma reflexão que considere a possibilidade de unir a cidade conceitual e mecânica de forma que, o usuário vivencie ambas. Abordar o espaço desafiando o usuário, a rever e recriar seu espaço, tendo em vista que este segue uma rotina industrial, onde tempo lhe é tomado no trânsito, o estresse o desestimula. A questão seria como induzir o usuário a usufruir do espaço que habita? Fazendo com este enxergue o espaço, captando que a cidade é mais do que ruas e casas. A cidade é um associado, de caracteres, de linguagens e expressões, constituídas a partir de um jogo de signos onde cada ícone se expressa, com forma, acepção e propósito. Para que possamos interpretar a cidade é necessário o abando de conceitos, e apenas buscar lê-la, como um texto, onde criamos expectativa, onde temos uma ideia não uma certeza, o usuário quando parte a um novo caminho sendo ele por estimulo ou necessidade abre mão de seus conceitos, criando um novo caminho, um novo ponto nodal, um novo marco, elementos que para Kevin Lynch era essencial para estruturas a imagem da cidade, concluído que estas percepções são feitas aos poucos. Sendo assim a cidade deixa de ser vista como um texto abstrato e se torna um signo, onde cada item torna-se ícone da cidade.

Palavras-chave: Cidade, Mecânica, Conceitual

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Seção
HUMANAS E SOCIAIS

Referências

Lucrecia D’aléssio Ferrara Leitura sem. Editora Ática, [2007].

Deusdedith Junior, A cidade é um texto: Apontamentos para ler a cidade.

LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. São Paulo, Martins Fontes, [1982].