EFEITOS DO DIAGNÓSTICO DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA EM MULHERES ADULTAS

Autores

  • Gabriela Caporalini Teodoro Unifev - Centro Universitário de Votuporanga
  • Juliana Pinto dos Santos Unifev - Centro Universitário de Votuporanga

Resumo

Mulheres têm mais chances de receberem o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) tardio e/ou na fase adulta, por motivos como o uso de Masking, estereótipos sociais e comportamentos culturalmente ensinados e esperados. Embora haja uma crescente nos estudos sobre o TEA, ainda são escassos aqueles relacionados a mulheres e adultez. Dessa forma, evidencia-se a relevância deste estudo nos campos de conhecimento da saúde, educação e social. Tendo em vista essa proposição, a  presente pesquisa teve como objetivo investigar os impactos do diagnóstico de TEA na adultez sobre aspectos psicossociais de mulheres autistas. A partir do método hipotético-dedutivo e de uma estratégia qualitativa, sete mulheres autistas diagnosticadas na fase adulta participaram de entrevistas semiestruturadas com tópicos sobre desafios, diagnóstico na adultez e saúde mental. Foi realizada análise de conteúdo, na perspectiva de Bardin, na qual quatro categorias foram definidas: obstáculos relacionados ao diagnóstico na fase adulta, transformações diante do diagnóstico, efeitos do TEA na vivência feminina e saúde mental de mulheres autistas diagnosticadas na adultez. Diante desses resultados, discutiu-se que o diagnóstico de TEA, mesmo que realizado na vida adulta, apresentou impactos positivos, principalmente no que se refere à autoaceitação. Porém, conclui-se que existem dificuldades relacionadas a questões culturais e sociais, que geram alguns prejuízos sobre a vida dessas mulheres, incluindo uma saúde mental fragilizada diante dessa descoberta tardia.

 

Palavras-chave: autismo; diagnóstico tardio; mulheres; saúde mental.

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Publicado

2026-02-10